Escoliose

Esquema demonstrando o cálculo de deformidade vertebral.
A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando em um formato de "S" ou "C". É um desvio da coluna no plano frontal acompanhado de uma rotação e de uma gibosidade (corresponde a uma látero-flexão vertebral).

A escoliose é uma deformidade vertebral de diversas origens. As escolioses de um, ou outro grupo etiológico, podem ter prognósticos muito diferentes, pela distinta progressividade e gravidade de suas curvas. Para melhor entender a definição de uma escoliose, é preciso opô-la à atitude escoliótica:

  • Sem gibosidade
  • Sem rotação vertebral

A atitude escoliótica, é diferente da escoliose, e deve-se, em 8 entre 10 casos, a uma desigualdade de comprimento dos membros inferiores, e desaparece com o paciente na posição horizontal.

Classificação quanto à etiologia

  • Idiopática (Diminuição das plaquetas)
  • Neuromuscular (ex: paralisia cerebral, poliomielite)
  • Congênita
         Relacionada com a falha na formação das vértebras
         Relacionada com a falha na segmentação

Classificação:

  1. Escoliose não estruturadas
    Escolioses posturais: frequentes em adolescentes, as curvas são leves e desaparecem por completo com a flexão da coluna vertebral ou bem com o decúbito.
    Escolioses secundárias e dismetria: a diferente longitude dos membros inferiores levam a uma obliqüidade pélvica e secundariamente a uma curva vertebral. A curva desaparece quando o paciente senta-se ou ao compensar a dismetria com a alça do sapato correspondente. Da mesma forma pode corrigir o comprimento da perna (sem cirurgia) caso encontre quem o saiba fazer.
  2. Escoliose estruturada transitoriamente:
    Escoliose ciática: secundária a uma hérnia discal, pela irritação das raízes nervosas. Com a cura da lesão desaparece a curva.
    Escoliose inflamatória: em casos de apendicite ou bem abscessos perinefrítico.
  3. Escoliose estruturada:
    Escoliose idiopática: hereditária na maioria dos casos. Provavelmente se trata de uma herança multifatorial. É o grupo mais frequente das escolioses. Segundo a idade de aparição há três tipos:
         1. Infantil – antes dos três anos de idade: Geralmente são muito graves, pois ao final do crescimento podem vir a apresentar uma angulação superior a 100 graus;
         2. Juvenil - desde os três até os 10 anos;
         3. Adolescente - desde os 10 anos até a maturidade: Após a primeira menstruação e ao final da puberdade antes da maturidade óssea completa.

    Escoliose congênita: provavelmente não é hereditária, se não o resultado de uma alteração ocorrida no período embrionário.
    1.    Defeito de forma vertebral;
    2.    Vértebra em cunha;
    3.    Hemivertébra;
    4.    Defeito de segmento vertebral;
    5.    Unilateral (barra);
    6.    Bilateral (bloco vertebral);
    7.    Funções costais congênitas;
    8.    Complexas.

Importância do tratamento

  • Diminuição da capacidade ventilatória (restritiva) nas escoliose severas;
  • Importância estética;
  • Incongruência intervertebral (desgaste com dor);

Pilates e escoliose

É uma deformação morfológica tridimencional da coluna. Onde nas escolioses tridimencionais, as vértebras inclinam-se, giram e colocam-se em póstero flexão, e nas escolioses bidimensionais, elas realizam uma latero-flexão e rotação. As escolioses apresentam caráter compensatório devido a uma retração assimétrica dos músculos espinhais. Com o Pilates, enfatiza-se a mobilização do eixo axial, e entre os exercícios mais importantes, estão aqueles que realizam o rolamento da coluna e de rotação de tronco, para que se recupere a mobilidade das articulações. Realiza-se também o fortalecimento abdominal e o alongamento da cadeia posterior.

 

 
Fisiovida - Rua Duque de Caxias, 513 - Sala 102 - Encantado - RS - Fone: (51) 3751-2444